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Dia Internacional do Orgulho LGBTQ+

  • Foto do escritor: GEPESOI
    GEPESOI
  • 28 de jun. de 2020
  • 3 min de leitura


Anualmente, no dia 28 de junho, é comemorado o Dia Internacional do Orgulho LGBTQ+. Essa data tem, como principal objetivo, reforçar a necessidade da conscientização da população mundial acerca da relevância do combate à homofobia e da necessidade de uma sociedade sem preconceitos de gênero e de orientação sexual. Além disso, o dia reforça que todos os indivíduos inseridos na comunidade LGBTQ+ devem ter orgulho de sua sexualidade e de seu gênero, e das lutas que os acompanham. O mês de junho, como um todo, é considerado o mês do Orgulho, e, mundialmente, são realizadas paradas para reconhecer a importância de ter orgulho e para aumentar, cada vez mais, a visibilidade dessa população.


A escolha de 28 de junho como a data oficial do Orgulho LGBTQ+ não foi acidental. Neste dia, em 1969, ocorreu A Rebelião de Stonewall, o marco inicial do movimento de igualdade civil dos homossexuais no século XX. No dia em questão, em Nova Iorque, mesmo com os donos tentando impedir, os policiais da cidade invadiram o bar Stonewall Inn, frequentado pela população LGBTQ+, e prenderam 13 indivíduos, entre eles drag queens e travestis, por estarem “violando o estatuto do vestuário”, pois, no período, era exigido que todos usassem no mínimo, três peças de roupas que condiziam com seu sexo. Para a surpresa dos policiais, sua atitude gerou revolta fora do bar, e os frequentadores dos arredores começaram a atirar pedras e objetos contra os policiais, e iniciou-se um levante que foi seguido por cinco dias de protestos contra a perseguição da polícia à população LGBTQ+ e pelos direitos dessa comunidade. A 1ª Parada do Orgulho foi organizada no ano seguinte (1970), para lembrar e fortalecer o movimento de luta contra o preconceito, e movimentos reivindicando direitos eclodiram pelo mundo.


Mesmo após essa conquista, a comunidade LGBTQ+ vem enfrentando uma série de outros desafios ao longo dos anos. Até 1991 a Organização Mundial da Saúde considerava a homossexualidade uma doença mental, o que permitia que essas pessoas fossem internadas em manicômios e sofressem tratamentos violentos e sem embasamento científico para a “cura gay”. Esse termo, voltou às manchetes brasileiras em 2011, quando o deputado federal João Campos, do PSDB, tentou anular a medida do Conselho Federal de Psicologia de 1999, que impedia a terapia de alteração de sexualidade. A medida foi aprovada em 2013 pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados, mas logo foi arquivada a pedido do próprio deputado, pois seu partido era contra a medida.


Essa é somente uma das tantas polêmicas enfrentadas pelos LGBTQ+ no Brasil, o que chega a ser contraditório, uma vez que conta com a maior Parada do Orgulho Gay do mundo. O país também é considerado um dos mais perigosos de todo o globo, principalmente, para travestis, transsexuais e homossexuais. Em 2017, o número de mortes entre o grupo era quatro vezes maior do que em 2000. Outro fator que evidencia a diferença de tratamento que recebem na sociedade, é a probabilidade de suicídio, motivada por violência física e psicológica que enfrentam no seu dia a dia, que é 8,4 vezes maior que a de um jovem heterossexual.


Tendo em vista esses dados, é de suma importância enaltecer a comunidade LGBTQ+ para que ela seja integrada plenamente na sociedade e, assim, enfrente menos dificuldades ao longo da trajetória de seus integrantes.. O dia do Orgulho Gay é uma data para que todas as vítimas de LGBTQ+fobia sejam relembradas, para mostrar à sociedade que não mereciam perder suas vidas por outras pessoas não aceitarem seus modos de viver e amar. A cada dia, mais e mais indivíduos têm orgulho de fazer parte de uma comunidade que só cresce cada vez mais e ganha forças constantemente, e é imprescindível relembrar a importância da conquista deste orgulho.


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